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Os satélites são estações repetidoras de sinal. Por estarem a milhares de quilômetros de altura, eles conseguem captar o sinal e retransmití-lo para uma área bastante extensa. No satélite, quem recebe o sinal gerado num ponto da Terra e o retransmite para outros pontos é o chamado “transponder”.

O transponder é, então, o conjunto de componentes eletrônicos que recebe o sinal da Terra (up link ou enlace de subida), o amplifica, processa e depois o devolve para o planeta (down link ou enlace de descida). Cada transponder ocupa uma faixa de freqüência. Em outras palavras, ocupa porção da banda de freqüência do satélite, que é de 500MHz (os satélites para banda C trabalham entre 3,7 e 4,2GHz, 500MHz de largura da banda portanto). Normalmente cada transponder tem uma faixa de 40 MHz, dentro da faixa total de 500. É por isso que o número de transponders é limitado em um satélite, chegando no máximo a 12.

Há, entretanto, um recurso utilizado para, pelo menos, dobrar a capacidade do satélite. Divide-se cada transponder em dois blocos de 20MHz. Assim pode-se mandar dois sinais por transponder, dobrando sua capacidade. Esse canal de 20 MHz é o chamado “meio transponder”, ou “half transponder”. Nesta operação, 2,3dbW de potência são perdidos no sinal de descida. Para compensar essa perda, são usadas parabólicas de diâmetro maior. O BrasilSat divide seus transponders, mas como o seu sinal é bastante forte em todo o território brasileiro não há maiores problemas.

Outro recurso utilizado para dobrar o número de transponders é a alternância de polarização. Pode-se transmitir em polarização linear (alternada em horizontal e vertical) ou circular (direita e esquerda). Assim os sinais não se misturam e podem ser utilizados dois canais com a mesma fueqüência, ou freqüências muito próximas.

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